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Vida longa e próspera à Bianca!

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Nasceu a Bianca! Deixou seu lar provisório Lar quente, doce e seguro Partiu para o desconhecido Abraçou sem medo o futuro Sede bem-vinda, Bianca! Uma longa epopeia te espera Nunca deixes, todavia, de sonhar Tal qual fazias no ventre materno Pois tens em ti o dom mais sagrado Mais cobiçado de todos os viventes O dom de moldar tua história Sempre, a cada dia, De um jeito novo, diferente Que todas as forças do Universo Nas quais venhas a crer Possam te iluminar e conduzir Para o que realmente importa O saber... Vida longa e próspera É o que, humildemente Desejo-te O mais virá em acréscimo E, por não ter mais a dizer Encerro meus versos com Um beijo, um bem-querer e um Até mais ver!

Versos Assimétricos para Roselaine

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Saudades me fazem chorar Alegrias me fazem chorar Amigos presentes me fazem chorar Amigos ausentes me fazem chorar Inimigos presentes me fazem chorar Inimigos ausentes me fazem chorar Gente boa me faz chorar Gente má me faz chorar Quando estou assim À flor da pele Até o vazio sideral Me faz chorar sem medida Pois somente as lágrimas Podem aliviar a tua ausência A falta do teu sorriso Da inocência que o tempo e as intempéries da vida Recalcaram em ti Tua ingenuidade, Tua pureza Teu sorriso descomprometido Tua intenção sincera de ajudar De acolher a quem precisa Tua capacidade de ver o bem Em qualquer ser humano que te procure Tua maldade mensurável e superficial - defesa imposta pela necessidade de sobreviver Constituem-se num farol Rompendo com a escuridão dos meus dias Mostram-me um despojo Uma simplicidade que te conduz... Peço, pois humildemente Que nunca me afastes da tua luz Cezar Lopes.'.

o que sobra é o tempo

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O tempo é tudo o que sobre O tempo existe só E a grande mágoa do tempo É não poder virar pó O tempo é tudo o que sobre No tempo passamos nós E a grande mágoa do tempo é Ah, pois é... É não poder virar pó... Cezar Lopes.'.

Poema dos perdido

Quando me perdi Muitos perdidos me acharam Quando me encontrei Misteriosamente Os perdidos me abandonaram! Não há solidão maior Do que aquela onde sentimos falta De nós mesmos Quem perde a si Perde seu Deus e sua herança Aquele que resgata sua história Resgata, de fato O poder de decidir seu futuro pelo presente E não mais pelo seu passado Não existe ser mais triste Do que o que se vê derrotado A vida não se importa de forma alguma Com seus fracassos Mas lhe cobrará, no fim A totalidade dos seus atos Nunca desista de seus sonhos Eles não lhe custam nada Cabe, portanto, somente a você Decidir se segue em frente Ou se fica pela estrada.

Da Beleza da Diversidade

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Diversidade é ouro! Quanto mais diferentes somos, Quanto mais discordamos, Mais nos tornamos únicos, Mais nos igualamos! Se prevalecer apenas a minha verdade, Discorda.... Se tua ideia for unânime, Desconfia... Observe a História! Toda evolução depende Fundamentalmente De diferenças... Não quero desfazer do teu credo Prefiro que me convenças De tuas crenças... Se fores capaz... Cezar Lopes

Cemitério de Sonhos

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Na entrada daquele cemitério está escrito: Nós que aqui estamos por vós esperamos! Um simples lembrete de nossa finitude. Quando somos jovens temos a pretensão de resolver tudo. Sabemos de tudo. Temos certeza de tudo e se nos falta a certeza sempre podemos contar com amigos que nos reforçam nossa crença! Depois de alguns anos, alguns de nós começamos a perceber que não sabem muito e, portanto, não resolverão, de fato, muita coisa. O tempo avança - ou avançamos no tempo? Nunca saberei - e descobrimos que além de ignaros pretensiosos. Somos finitos. Talvez seja neste ponto que começamos a viver. E, quem sabe, seja a partir daí, quando os velórios começam a ser mais frequentes que os batizados e as visitas aos cemitérios, mas rotineiras do que as celebrações fagueiras e descomprometidas dos anos em que tínhamos toda a vida pela frente, quem sabe, seja neste ponto, olhando os túmulos de desconhecidos, de amigos queridos e as covas que nos esperam que comecem...

Desafio do não ao não

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Não. A palavra mais ouvida na vida, diz uma pesquisa que li há tanto tempo que já nem lembro quem fez. Mas faz sentido. Tudo é não. Na infância é por proteção. Então, introspectamos.   Depois, na adolescência, nos rebelamos. Passamos a recusar a negação. Curiosamente é aí que mais negamos. Negamos os ensinamentos paternos, maternos e de quem mais tiver idade suficiente para chamarmos ou entendermos como velhos. Na adolescência a velhice é bastante relativa. Pois se for um senhor de oitenta que nos escute e apoie, bem, pode ser coroa – ainda se usa essa expressão? – mas não velho. Com o advento da vida adulta, resolvidos os conflitos referentes aos nossos pais, então tomamos um rumo. Certo ou errado? Não sabemos, mas melhor que o sem norte da fase onde a nossa altura nos faz perder o respeito sacro por nossos progenitores. Sim, caso não saibam, Deus está em cima por que, quando pequenos, ao sofrermos, buscamos conforto na mãe e no pai, que são maiores, ou seja, estão em cima...