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Mostrando postagens de Abril, 2018

Promessas De Ano Novo

Estive pensando – esse é meu ofício mais gratificante – sobre as famosas promessas de ano novo. Aquelas que já são feitas em tom de mofa, seguidas de olhares cúmplices e risadinhas desdenhosas antecipando a pouca fé depositada no cumprimento das mesmas, feitas para o ano vindouro.
Ora, então, pus-me a refletir. Mas que espécie de pessoa fui, sou ou quero ser, se não deposito fé, sequer, nos compromissos assumidos para comigo? Se começo o ano me comprometendo com algo que não pretendo cumprir? Como esperar que creiam em mim, se eu mesmo der testemunho de minha falta de honestidade que começa, ou deveria começar sempre, para comigo mesmo?
Promessas são leis que criamos e com as quais nos comprometemos. Evidentemente não há prejuízo em criar uma lei se não houver sansão para quem não a cumprir. Então, quando fizer uma promessa, tenha em mente que a sansão está implícita. Elas estão presentes e a perceberemos em suas consequências.
Tenho me esforçado, desde há muito, para desconstruir em mim…

Eu Acredito

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Enquanto tiver forças e sonhos,
Estarei vivo no meu mundo,
Quando isso faltar, eu, morto,
Deixarei livre meu corpo,
Para que as putas e os vermes
Se deliciem com o que nunca, de fato
Foi meu

Até lá, ou enquanto Deus o queira,
Sigo escrevendo estes versos, dispersos
Que se desprendem, se soltam e se espalham, caindo,
Alguns, em solo profícuo,fecundo,
Deixando o melhor de mim, 
Colhido junto a Deus e outros tantos poetas
Para sempre e mais um dia, nas vísceras
Deste mundo.
Cezar Lopes