Ele não acreditava em coisas novas. Para falar a verdade, não acreditava, sequer, em coisas velhas. Sua crença se resumia em sua capacidade, no dia-a-dia (ainda se separa assim?), em solucionar problemas. Foi quando apareceu Estela. Meiga, doce, sinuosa, diferente de tudo o que conhecia. Até então, seu mundo se resumia em bit's e flag's. Tudo muito simples. Matemática binária onde um mais um não dá dois, mas zero. Loucura, mas loucura real. Fácil de decodificar, fácil de entender. Contudo, surgira Estela. Que lhe mostrou a vida de uma forma diferente. Não de uma forma mágica, mas de uma forma diferente. Ali, ele tinha o controle da situação, não seu pai, nem sua mãe. E ele gostou disso. Com o decorrer dos dias sua vida foi se modificando. Não por que ele quisesse, mas por que ele precisava. Precisava se libertar, ainda que jamais pudesse admitir, ainda que jamais pudesse dizer francamente. Não tinha essa índole. Não ofenderia àqueles que lhe ofereceram ...